O Instituto Empresa fez um alerta acerca dos impactos potenciais do pedido de recuperação extrajudicial da Braskem sobre investidores pessoas físicas e institucionais expostos direta ou indiretamente aos títulos de dívida da petroquímica.
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Associação civil que se define como atuante na defesa de acionistas minoritários no mercado de capitais, a entidade destaca, em comunicado, que as condições finais da negociação poderão impor deságios, alongamento de prazos, períodos de carência e alterações nas taxas de remuneração, além de afetar a liquidez e os preços desses papéis no mercado secundário.
A preocupação estende-se aos certificados de operações estruturadas (COEs) referenciados nos bonds da Braskem, tendo identificado ao menos 78 emissões desses produtos no mercado local, parte dos quais já sofreu liquidação antecipada, com taxas de recuperação reduzidas, em meio à crise de crédito da companhia.
“O investidor que comprou um produto apresentado como renda fixa precisa entender se, na prática, estava exposto ao risco de crédito de uma companhia altamente alavancada”, afirma Nicole Berto, executiva do Instituto Empresa, em nota.
Diante do fato de que instrumentos de crédito privado e títulos externos não possuem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o Instituto Empresa cobra postura ativa e transparência de bancos, distribuidoras e gestores sobre essa exposição dos investidores.
A entidade orienta os investidores atingidos pelo pedido de recuperação extrajudicial a reunir comprovantes, extratos, lâminas e notas de negociação, além de acompanhar os prazos legais para eventual impugnação do plano e as convocações de assembleias de credores.
Instituto alerta sobre risco de perdas para investidores expostos a US$ 10,9 bi em dívidas da Braskem
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