Uma jovem de 20 anos foi resgatada pela Polícia Civil de Santa Catarina após passar seis dias em cárcere privado na cidade de Ouro, no Oeste do estado.
Conforme a corporação, ela era impedida de deixar o imóvel e obrigada a gravar vídeos íntimos contra a própria vontade.
As gravações eram usadas pelo suspeito para intimidá-la e impedir tentativas de fuga ou denúncia.
O homem, de 33 anos, foi preso em flagrante no sábado (1º) pelos crimes de sequestro, cárcere privado e violência psicológica contra a mulher.
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Segundo a investigação, a jovem mora em Zortéa e é estudante.
Os dois se conheceram em um jogo on-line e mantinham um relacionamento à distância.
Na segunda-feira (27), ela saiu da faculdade para encontrar o suspeito, que afirmou que a levaria para a casa dos pais.
No entanto, o homem a conduziu para a própria residência, onde passou a mantê-la em cárcere privado.
Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram que o imóvel estava em condições precárias, com garrafas de bebidas alcoólicas espalhadas pelo chão e sobre os móveis, grande quantidade de sujeira, colchão em mau estado, roupas espalhadas e diversos sacos plásticos pelos cômodos.
Conforme relato da vítima à polícia, ela foi obrigada a gravar vídeos íntimos sem seu consentimento durante os seis dias em que permaneceu na casa.
As gravações eram usadas para intimidá-la e impedir tentativas de fuga ou denúncia.
Além disso, o celular da jovem passou a ser controlado pelo investigado, que a impediu de manter contato com familiares.
Ela também era forçada a gravar vídeos e enviar mensagens afirmando que estava bem, para afastar suspeitas sobre seu desaparecimento.
O desaparecimento foi registrado na Delegacia de Zortéa, que iniciou as buscas.
Na sexta-feira (31), as diligências foram ampliadas para o município de Ouro e, na manhã seguinte, o imóvel foi localizado com o apoio da Polícia Militar.
O suspeito foi preso em flagrante e, no local, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e celulares.
O suspeito foi conduzido à Central de Plantão Policial de Joaçaba para formalizar o auto de prisão em flagrante pelos crimes de sequestro, cárcere privado e violência psicológica contra a mulher.
Ele permanece à disposição do Poder Judiciário e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
