Memórias de infância e sabores amazônicos inspiram trajetória de chef paraense - QTU Questões do Universo

Memórias de infância e sabores amazônicos inspiram trajetória de chef paraense

Fonte: Bandeira da fonte

A cozinha amazônica, além de reunir sabores únicos e temperos inigualáveis, é, também, um local de afeto.
Para o chef Edmilson Macedo, proprietário do Espaço Beija-Flor, as memórias de infância são inspirações, carregadas com pertencimento e paixão.
Com mais de 30 anos de experiência, o gastrólogo também trabalha com gestão de equipes de cozinha e criação de cardápios.

Ainda na infância, Edmilson cuidava das irmãs, enquanto a mãe trabalhava.
Durante o cotidiano, o amor pela culinária nasceu, vindo de uma família com herança baiana, traços portugueses e base paraense.

“Eu gosto muito do tom do nosso tempero, do tempero paraense.
Eu costumo dizer que a gente tem um sabo especial, que também emete àquela comida afetiva da vovó, do papai”, conta.

Entre os variados ingredientes, o preferido de Edmilson é o peixe filhote com ervas: “Eu gosto de fazer ele ao forno ou assado.
Para mim, a explosão de sabores é quando eu faço ao forno com ervas finas, as nossas ervas daqui da Amazônia.”

Mais experiência, mais conhecimento

O desejo de conhecer mais e se tonar um profissional exemplar levou Edmilson a fazer o curso de Gastronomia na Universidade do Estado do Pará (Uepa).
Além da formação, o chef acumula conhecimento por meio de diferentes experiências gastronômicas.

“O início foi administrando um restaurante na Ilha de Mosqueiro, localizado na Praia do Bispo, se chamava Barraca La Castanhola.
Elaborava pratos simples, com as matérias primas locais, principalmente os pescados e as ervas”, lembra.

Em viagens pelo Brasil, nos estados do Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, por exemplo, Edmilson aproveitou para fazer uma fusão com a gastronomia do Pará, unindo as culturas.

Planos para o futuro

O futuro, segundo Edmilson, deve ser com muitas novidades e surpresas.
Enquanto administra o Espaço Beija-Flor, localizado na Praia do Bispo, na Ilha de Mosqueiro, ele já traça os próximos passos: abrir um restaurante no Rio de Janeiro e em Belém.
O investimento deve ser, para além dos espaços, em valorização de ingredientes locais e sazonais, técnicas sustentáveis e equipes criativas.

“O objetivo principal é valorizar a culinária regional, resgatar sabores locais com técnicas modernas, praticar a sustentabilidade, usar ingredientes orgânicos, reduzir o lixo orgânico, liderar com empatia e formar uma equipe unida e motivada”, conclui.