Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro e ao Senado fizeram nesta sexta-feira (28) a estreia no horário eleitoral gratuito no rádio.
No primeiro programa, os concorrentes apostaram principalmente em propostas para segurança pública, saúde, transporte e geração de empregos, além de críticas aos grupos políticos adversários.
Na disputa pelo governo, Anthony Garotinho (Republicanos), Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL) apresentaram mensagens bastante distintas aos eleitores.
Chama atenção que Garotinho abriu o programa eleitoral do rádio nesta sexta-feira (28).
Teoricamente, o candidato havia perdido o direito a esse benefício, após uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral desta quinta-feira.
A CBN procurou a campanha de Garotinho e o TRE-RJ para uma posição e aguarda retorno.
Garotinho resgata passagem pelo governo e critica últimos mandatários
Primeiro candidato a governador a aparecer no programa, Anthony Garotinho (Republicanos) apostou no resgate de sua passagem pelo Palácio Guanabara.
Ele teve 1 minuto e 5 segundos de propaganda.
Garotinho afirmou ter encerrado o governo com mais de 80% de aprovação e destacou a criação de programas sociais, como restaurantes populares, farmácias populares, Cheque Cidadão e Jovens pela Paz.
Garotinho também citou investimentos realizados na área de segurança pública, como a construção da sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do batalhão da Linha Vermelha e das Delegacias Legais.
O candidato criticou os governos de Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Cláudio Castro e afirmou que, nos últimos 20 anos, as estruturas que criou foram destruídas.
Paes ataca gestão de Castro e promete reconstrução do estado
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Eduardo Paes (PSD) apresentou um programa centrado na ideia de reconstrução do estado do RJ ao longo de 4 minutos e 50 segundos.
O prefeito do Rio apareceu em uma entrevista conduzida pelos locutores Francisco Barbosa e Anne Pereira, num programa de rádio emulado para a campanha no Rádio.
Paes afirmou que o estado tem solução e disse se recusar a deixar de acreditar no Rio e na população fluminense.
A segurança pública foi apresentada como a principal prioridade.
O candidato responsabilizou os governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro e também citou o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, afirmando que o grupo político que comandou o estado nos últimos anos teria se tornado “sócio do crime organizado”.
Paes defendeu o uso de planejamento, tecnologia e treinamento para combater a violência.
Na área de serviços públicos, prometeu recuperar a saúde estadual, melhorar a educação, as estradas do interior e o transporte intermunicipal.
Ele também afirmou que pretende levar os transportes do estado a um padrão semelhante ao BRT da capital e estimular a geração de emprego e renda nos municípios.
Douglas Ruas aposta no “Rio real” e na segurança
Douglas Ruas (PL) construiu seu primeiro programa em torno da expressão “Rio real”.
Morador de São Gonçalo, o candidato afirmou que existem dois estados: o Rio do cartão-postal, associado à orla e ao turismo, e o Rio das periferias, da Baixada Fluminense, da Zona Norte, da Zona Oeste e do interior.
Ruas teve cerca de 2 minutos e 29 segundos.
A segurança pública foi o principal tema do discurso.
Ex-policial, Ruas afirmou que a experiência na corporação o ensinou que a insegurança é a principal ferida do estado, mas argumentou que o problema não pode ser resolvido apenas com viaturas.
O candidato também afirmou ter levado obras a mais de 70 municípios fluminenses em menos de três anos.
Ao final, apresentou a eleição como uma disputa entre “dois Rios e duas gerações”, colocando de um lado os políticos que, segundo ele, se revezam no poder há décadas e, de outro, uma nova geração.
William Siri faz discurso à esquerda e critica a direita
William Siri (PSOL) teve um espaço mais curto no primeiro programa e concentrou sua fala em críticas à direita.
Em menos de 30 segndos, o candidato afirmou que “a direita destruiu o Rio” e citou problemas relacionados à precarização dos servidores, retirada de direitos e corrupção.
Siri, que se apresenta como vereador, economista, evangélico e socialista, disse que entrou para a política por acreditar na construção de um “novo Rio”.
Mesmo proibido pelo TRE, Garotinho abre propaganda eleitoral gratuita no rádio
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