O palco do Theatro Municipal do Rio vai trocar a ópera pelo batuque nesta quarta-feira (5).
Em comemoração aos 25 anos do Museu do Samba, uma das principais instituições dedicadas à preservação da memória do gênero, o espaço recebe uma verdadeira seleção de craques da música brasileira, com nomes como Alcione, Diogo Nogueira, Teresa Cristina, Dudu Nobre, Mumuzinho e Sandra de Sá.
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A apresentação, marcada para as 20h, celebra a trajetória do museu fundado a partir do antigo Centro Cultural Cartola, criado pela neta do compositor, Nilcemar Nogueira, e seu irmão, aos pés do Morro da Mangueira.
Além do espetáculo, o público acompanhará o lançamento de um curta-documentário dirigido por Luiz Antonio Pilar, que resgata momentos marcantes da história da instituição e reúne imagens raras, depoimentos de sambistas e personalidades.
Com direção musical de Paulão 7 Cordas, cenografia de Gringo Cardia e produção de Solange Nazareth, o show promete passear por clássicos do samba de terreiro, do partido-alto e dos sambas-enredo — as três matrizes do samba carioca reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan.
O reconhecimento, inclusive, contou com pesquisas conduzidas pelo próprio Museu do Samba.
A lista de atrações reúne artistas de diferentes gerações.
Além da Marrom, sobem ao palco Arlindinho, Karinah, Ivo Meirelles, a Velha Guarda da Portela e o trio Matriarcas do Samba, formado por Selma Candeia, Vera de Jesus e Nilcemar Nogueira, descendentes de alguns dos maiores nomes da história do gênero.
Para Nilcemar, a escolha do Theatro Municipal tem um significado que vai além da música.
"Fazer esse show no Theatro Municipal é uma espécie de metáfora da força do Brasil.
É levar o morro para o palco mais elegante do país, valorizando artistas negros, gente simples das comunidades, que criaram o gênero musical mais identitário do Brasil", afirma a fundadora do Museu do Samba.
A celebração também mira o futuro.
Toda a arrecadação será destinada à estruturação das salas do Programa Escola do Samba, previsto para ser inaugurado em 2027.
A iniciativa oferecerá formação em música, dança, canto, artes visuais e gestão de escolas de samba, preservando os saberes tradicionais do carnaval.
O documentário lançado na noite revisita a transformação do antigo Centro Cultural Cartola em Museu do Samba, oficializada em 2015.
Hoje, a instituição reúne mais de 50 mil itens no acervo, entre documentos, fantasias, fotografias, instrumentos, obras de arte e registros audiovisuais de grandes nomes como Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Monarco, Neguinho da Beija-Flor, Mestre Ciça e Rosa Magalhães.
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