Num gramado castigado, Vasco e Fluminense se igualam num confronto de aparências - QTU Questões do Universo

Num gramado castigado, Vasco e Fluminense se igualam num confronto de aparências

Fonte: Bandeira da fonte

O gramado ruim do Maracanã potencializou a limitação tanto de Vasco como de Fluminense nos primeiros 90 minutos do playoff que apontará o classificado para as quartas-de-final da Copa do Brasil.
Mas não estragou, de todo, o espetáculo.
O Vasco teve mais posse de bola (51 a 49%), mas foi o Fluminense quem teve mais finalizações ao gol (12 a 6).
Foi o Vasco quem exibiu evolução, mas, em recortes do jogo, o Fluminense pareceu mais perto da vitória.
Foi, enfim confronto de aparências: um time escorado em ajustes na forma de se defender, buscava meios de atacar um oponente que, com mais tempo de trabalho, tentava se mostrar superior.
No final, o placar zerado fez jus à qualidade do gramado e ao pobre futebol apresentado.
Há, porém, apesar da pouca qualidade, o que se destacar.
Do lado vascaíno, o desempenho de Jair, fundamental no reequilíbrio do time.
E, no lado tricolor, a atuação do zagueiro Ignácio, desfez a sensação de fragilidade em meio a desfalques na setor defensivo.
Dois times que têm muito a melhorar pata atingir suas metas na temporada, e não só neste torneio.
O vencedor do playoff será o que melhorar o repertório ofensivo na segunda metade que será disputada na quarta-feira (5).
Ou, talvez, o que tiver a sorte de aproveitar as falhas individuais que se repitam.
MEDIOCRIDADE GERAL.
A falta de gols no clássico retrata o momento da maioria dos times brasileiros, que sofrem com a falta de goleadores.
Sobretudo os dois únicos cariocas que seguem na Copa do Brasil.
O Fluminense, que empatou os últimos cinco jogos, fez três gols no recorte.
O Vasco, que venceu um, empatou três e perdeu um, marcou quatro.
Um fez 53 gols em 40 jogos no ano; o outro 51.
Adversários parelhos em estágios diferentes.
Os tricolores, se não forem adiante no torneio, terão dificuldades para sustentar o trabalho de Luís Zubeldia.
Os vascaínos estão querendo ter no que se agarrar para acreditar que Pedro Emanuel livrará o clube do rebaixamento.
Não é fácil encontrar um artilheiro - e isso já entendi.
Os melhores custam caro e nem sempre dão o retorno esperado.
Mas os três empates sem gols nos outros playoffs disputados no sábado mostram que o futebol brasileiro não tem boa safra de goleadores.
O artilheiro do pais, hoje, é Mikael, do CRB, com 24 gols, à frente de Pedro, com 21.
O atacante do Flamengo está ao lado de Alex Choco, do Crac-GO, que disputa a Série D.
Isso não é normal…