A Petrobras vai se reunir na sexta-feira (7) com a holandesa SBM para tratar do conteúdo local a ser aplicado nas plataformas Seap 1 e Seap 2, que serão instaladas na Bacia Sergipe Águas Profundas.
A SBM venceu a licitação para construir os dois navios-plataformas, que terão capacidade de processar 120 mil barris por dia de petróleo.
Segundo ela, os contratos já foram assinados e preveem o cumprimento de uma obrigação de produzir parte dos equipamentos e instalações no Brasil.
Para Seap 1, o percentual obrigatório contratual é de 40% e para Seap 2, o índice é de 33%.
Baruzzi, que falou com jornalistas após participar do evento “Agrega +Indústria”, sobre conteúdo local na indústria de petróleo, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), ressaltou as exigências contratuais firmadas com a SBM.
O casco deve ser feito na China.
“Você [SBM] foi habilitado por conta disso.
Agora cumpra”, disse Baruzzi.
O conteúdo local é um tema polêmico na indústria de petróleo, uma vez que no passado recente, após a descoberta do pré-sal, houve uma exigência elevada de produção de bens e serviços no Brasil, o que resultou em alta de custos e descumprimento de prazos.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelece percentuais obrigatórios de conteúdo local para cada campo de petróleo leiloado.
Karine Fragoso, diretora de petróleo, gás, energias e indústria naval da Firjan, disse que há uma busca na indústria de petróleo e gás para que se busque condições de fornecimento para que a cadeia nacional seja mais competitiva, frente ao mercado internacional.
“É uma construção de diálogo”, disse Fragoso.
Fontes do mercado afirmaram que a SBM tem ressaltado que vai executar o que está fixado no contrato.
Porém, o acordo não envolve penalidades para o descumprimento dos percentuais de conteúdo local em Seap 1 e Seap 2.
A Petrobras só poderia punir a SBM caso percentuais inferiores aos estabelecidos fossem descumpridos.
No caso de Seap 1, a multa seria aplicada pela Petrobras para o descumprimento de percentual de 25% e no de Seap 2, o índice passível de penalidade à SBM seria de 18%.
A reunião com a SBM, neste caso, teria como objetivo a busca de um acordo para que a empresa holandesa cumprisse os percentuais originalmente fixados (40% e 33%).
Poço Morpho
Baruzzi disse ainda que a perfuração do poço pioneiro no bloco FZA-M-59 na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá, ainda não acabou e o reservatório ainda não foi alcançado.
Questões geológicas, como existência de água no subsolo, têm trazido “surpresas” que exigem cuidados adicionais no processo de perfuração.
André Motta de Souza/Agência Petrobras
