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Tom Hiddleston fez sucesso no streaming este ano estrelando a segunda temporada de “O gerente noturno” (leia sobre ela aqui).
Agora, está de volta ao ar em “Pompéia: Além do tempo”.
Na série documental em três episódios lançada com pompa pela Disney+, o ator mostra uma faceta nova para o público: o conhecimento adquirido na Universidade de Cambridge, onde se formou em estudos antigos gregos e romanos.
Seu domínio do tema é evidente.
Isso se reflete em tudo nessa produção e atribui ao resultado um charme e uma temperatura particulares.
Hiddleston está longe de ser um diletante e não se limita a apresentar.
A paixão dele pelo assunto faz a diferencia nesse formato.
Tom Hiddleston em Pompeia
divulgação
A série busca oferecer um ponto de vista original sobre uma tragédia conhecida: a destruição de Pompeia e Herculano.
As cidades vizinhas na (hoje) região do Golfo de Nápoles foram soterradas em 79 d.C., quando o Vesúvio entrou em erupção.
Só no século XVIII, elas foram redescobertas.
As escavações começaram movidas pelo espírito de pilhagem.
Com o tempo e a profissionalização da Arqueologia, a exploração ganhou caráter científico.
Por causa da camada de cinzas, foi possível reconstituir até mínimos aspectos cotidianos, mesmo depois de mais de 2 mil anos.
Pompeia e Herculano preservaram edifícios, grafites, cardápios, propaganda política, utensílios domésticos, mosaicos etc.
Essa cápsula do tempo encanta milhares de turistas do mundo todo.
Hiddleston estabelece conexões pessoais com os acontecimentos.
Ele começa abrindo registros íntimos.
Mostra fotos de 1998, quando tinha 17 anos e fez uma viagem à região da Campânia, na Itália, com dois amigos.
O que era para ser só uma farra de férias mexeu profundamente com o então adolescente.
Ele ficou marcado especialmente pela visão dos moldes dos mortos, em exposição em Pompeia.
Tom Hiddleston em Pompeia
divulgação
Na série, o ator/apresentador busca a escala humana dentro de uma catástrofe de dimensões imensas.
Ele ouve especialistas de várias áreas (arqueólogo, psicólogo, geólogo etc).
E tenta determinar o que teria se passado com três sobreviventes da erupção.
A narrativa acompanha um adolescente, aprendiz de ferreiro; uma empresária, dona de um spa, e um soldado.
São figuras que existiram, mas o documentário mistura informação a doses generosas de imaginação.
A série avança alimentada ainda por entrevistas e apoiada por efeitos especiais.
Hiddleston se coloca como uma espécie de detetive da História.
Há dois pontos fracos em especial.
O primeiro é o docudrama.
O recurso raramente enriquece as produções documentais — ao contrário, ele destaca a incapacidade de contar acontecimentos de alguma maneira menos literal.
O outro é o didatismo exagerado.
No mais, “Pompéia: Além do tempo” é séria, simpática e cheia de curiosidades.
Merece a sua atenção.
PS: Para quem ainda não assistiu, “Cabo do Medo” termina tão boa quanto começou.
Tem crítica aqui.
‘Pompeia: Além do Tempo com Tom Hiddleston ’: série da Disney+ escapa do lugar comum, mas exagera no didatismo
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