Em uma mensagem interna para funcionários, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, afirmou que o abandono do plano de venda da Copa do Mundo e outros eventos era uma 'série de eventos triste e repreensível', que é 'difícil de compreender e aceitar'.
Grafstrom dirige a administração e foi trazido da UEFA quando Gianni Infantino virou presidente da Fifa há 10 anos.
O e-mail enviado aos funcionários, obtido pela rede de TV britânica Sky News, não mencionava diretamente Infantino e os pedidos de sua demissão por parte das federações europeias de futebol.
'Todos nós fomos lançados no meio de uma turbulência, difícil de compreender e aceitar, mas, como Secretário-Geral, peço que permaneçam focados naquilo que sempre nos uniu: servir o futebol e servir as nossas 211 Associações Membro, de mãos dadas com todas as partes interessadas relevantes e em total conformidade com os Estatutos e Regulamentos da FIFA', declarou no texto.
'Lhes garanto que, como membros da administração, vocês serão defendidos e protegidos do contexto político que vivenciamos atualmente.
Não precisam se preocupar'.
Grafstrom, que trabalha na sede da FIFA em Zurique, agradeceu aos funcionários por 'seu comprometimento, sua resiliência e sua dedicação ao futebol', enquanto continuam a supervisionar o esporte em nível global.
'Quero também que saibam que minha porta permanece aberta para vocês e continuarei apoiando nossas equipes, nosso trabalho e nossa missão a cada hora de cada dia, enquanto meu trabalho for valorizado por aqueles a quem servimos.
A última semana foi extraordinária e desafiadora para todos os funcionários da FIFA em nossos escritórios ao redor do mundo'.
Os países europeus pretendem realizar uma retirada em massa do apoio formal à reeleição de Gianni Infantino como presidente da FIFA.
A medida surge em meio a uma perda generalizada de confiança na liderança de Infantino, após a tentativa frustrada de vender participações na Copa do Mundo.
A informação é do jornal The Guardian, destacando que 'há um desejo generalizado na Europa de garantir sua rápida remoção do cargo'.
Antes da crise da semana passada, todos os 55 membros da UEFA, com exceção da Alemanha, Romênia e Noruega, haviam enviado cartas endossando a candidatura de Infantino em março, considerando um quarto mandato para o suíço como inevitável.
O primeiro a realizar isso foi o País de Gales.
A Federação Sueca também seguiu a mesma toada.
A Federação Inglesa de futebol também enviará uma carta retirando apoio, segundo a rede de TV britânica Sky Sports.
O The Guardian afirma na reportagem que uma retirada simultânea foi cogitada, mas também existe a possibilidade de as associações-membro retirarem seu apoio uma a uma.
Fazer isso equivaleria, na prática, a um voto de desconfiança e aumentaria a pressão sobre Infantino para que renunciasse.
A FIFA deve ser notificada por qualquer país que deseje revogar sua carta.
Mais de 200 dos 211 membros da Fifa forneceram cartas de apoio a Infantino.
O veículo diz que a Fifa exerceu forte pressão sobre aqueles que estavam indecisos, mesmo que seu mandato não parecesse ameaçado na época.
Muitos o apoiaram apesar de expressarem, em privado, reservas sobre sua presidência, mas, na Europa e em outros lugares, a paciência se esgotou.
Na última terça-feira, a entidade máxima do futebol mundial confirmou que Infantino queria lançar uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões e vender mais de 20% da nova FIFA Forward Enterprise, arrecadando US$ 4,2 bilhões de investidores privados.
Copa do Mundo da Fifa 2026
William Volcov/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
O plano desencadeou ampla oposição das confederações de futebol, das associações nacionais e de figuras importantes dentro da organização.
O principal assessor de Infantino também renunciou, além da declaração de diretores, fazendo ele abandonar os planos poucos dias depois.
No sábado (1), após anúncio do fim dos planos, a UEFA, entidade que rege o futebol europeu, divulgou um comunicado afirmando que 'perdeu a confiança' em Gianni Infantino.
O texto afirmava que o 'acordo sórdido, obscuro e clandestino que ele arquitetou e tentou impor' era 'tudo menos transparente'.
A UEFA ameaçou anteriormente que seus membros boicotariam as competições da FIFA caso os planos não fossem abandonados, com a AFC e a CONCACAF se juntando na medida.
A organização afirmou que acolheu favoravelmente a decisão da FIFA de retirar o plano e agradeceu aos 'torcedores, ligas, clubes, jogadores, indivíduos, associações e confederações que se opuseram ao projeto'.
'Precisamos começar a usar parte desse dinheiro parado na conta bancária da FIFA para dar o impulso inicial que o futebol de base e o futebol em geral precisam em cada um dos 211 países filiados à FIFA.
Mas não precisamos vender as joias da família para pagar por isso'.
O texto acrescenta que a entidade máxima não poderia continuar 'com esquemas secretos em ritmo acelerado, arquitetados por indivíduos sem rosto e de duvidoso benefício para o esporte.
Devemos identificar os responsáveis e responsabilizá-los'
O texto também afirma que 'a atual direção da FIFA não só perdeu a confiança da UEFA, como também a de muitos outros membros da família do futebol'.
Trump ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
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Secretário-geral da Fifa classifica como 'triste' abandono do plano de venda da Copa do Mundo, diz TV
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