A avaliação na equipe de Renan Santos (Missão) é de que a suspensão da propaganda na internet, pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contribuiu para a queda do candidato à Presidência na nova rodada da pesquisa Quaest.
Santos passou de 4% para 3% entre a último levantamento, em 14 de agosto, e o divulgado nesta quarta-feira (2).
Ele, agora, aparece em quarto lugar.
Foi ultrapassado por Augusto Cury (Avante), que creseu oito pontos percentuais e agora marca 10% das intenções de voto, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 30%.
A nova rodada da pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O instituto ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro.
Esta foi a primeira pesquisa da Quaest depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e também do primeiro debate, no qual Cury criticou a agressividade de Renan Santos.
Um interlocutor da campanha de Santos diz que agora é preciso contornar o prejuízo para tentar avançar nas pesquisas e reverter o cenário.
O integrante, no entanto, não detalhou quais medidas seriam adotadas para reverter a situação.
A variação nas intenções de voto de Santos ocorreu em meio ao aumento do engajamento de Cury nas redes sociais e à participação dos presidenciáveis em várias sabatinas na última semana, entre elas as promovidas pelos jornais Valor, O Globo e pela rádio CBN, além da realizada pela TV Globo após o Jornal Nacional.
Retomada da campanha
Na terça-feira (1º), o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou a retomada da campanha eleitoral do candidato do Missão à Presidência na internet.
Relator do registro da candidatura de Santos no TSE, Toffoli havia determinado, no domingo (30), a suspensão da propaganda eleitoral do candidato em sites e perfis nas redes sociais que não haviam sido informados à Justiça Eleitoral.
A decisão também vetava a participação do presidenciável em debates e o acesso a recursos do fundo eleitoral.
Segundo o ministro, pelo menos 16 perfis foram registrados 12 dias após o requerimento da candidatura, fora do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
A decisão não fazia menção a eventuais proibições de atos de campanha na rua.
Dois dias depois, Toffoli autorizou na terça-feira a retomada da campanha e retirou os demais impedimentos.
Na decisão, Toffoli autorizou a realização de propaganda eleitoral nos sites e perfis que já estivessem registrados na plataforma DivulgaCand.
Após a publicação da decisão, constavam 18 itens listados na página de registro da candidatura de Santos no TSE.
