CBN lidera entre rádios de notícias favoritas de executivos, aponta pesquisa - QTU Questões do Universo

CBN lidera entre rádios de notícias favoritas de executivos, aponta pesquisa

Fonte: Bandeira da fonte

Jornais e podcasts têm atraído mais interesse de executivos como fontes de informação, nos últimos cinco anos.
É o que mostra a segunda edição da pesquisa “Hábitos de consumo de informação do C-Level no Brasil”, feita pela agência InPress Porter Novelli e pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD).
A CBN manteve a liderança entre as rádios de notícias favoritas dos executivos brasileiros, com 54% das citações — acima dos 52% registrados em 2021.
A rádio também aparece entre os podcasts mais citados e tem colunistas entre os jornalistas considerados mais influentes.
No ranking de rádios de notícias, a CBN aparece à frente da Rádio Bandeirantes (25%) e da Jovem Pan (23%).

CBN lidera entre rádios de notícias favoritas de executivos
Pesquisa “Hábitos de consumo de informação do C-Level no Brasil
Entre os podcasts, os programas da CBN ficaram empatados com os da Market Makers na terceira posição, com 7% das menções.
O levantamento também aponta que colunistas ligados à CBN estão entre os mais influentes: Lauro Jardim (também nO Globo) aparece em primeiro lugar, com 15% das citações; Malu Gaspar (também nO Globo e na GloboNews), em segundo, com 14%; e Míriam Leitão (também nO Globo, Globo, Globonews) em quarto, com 12%.
O estudo é baseado em entrevistas com 107 executivos em cargos de direção, vice-presidência e presidência, em 13 setores da economia.
Cerca de 90% trabalham em empresas de grande porte.
A pesquisa foi realizada entre abril e junho deste ano e mostra que a maioria dos entrevistados passa, em média, duas horas por dia consumindo informações.
A maior parte desse tempo, 73 minutos, é dedicada ao noticiário geral.
Entre as publicações favoritas, o Valor Econômico recebeu o maior número de citações como jornal, veículo mais relevante para os setores dos executivos entrevistados e principal fonte de notícias de economia e negócios.
Sites e portais de notícias lideram o ranking das fontes de informação geral, citados por 64% dos executivos.
Em seguida aparecem jornais impressos (22%), newsletters (21%), Instagram (21%) e podcasts (17%), que tiveram o maior crescimento entre as mídias avaliadas, com alta de 14 pontos percentuais em relação a 2021.
Aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, também foram citados por 17%, queda de sete pontos em cinco anos.
A pesquisa mostra ainda um aumento na preferência por jornais impressos.
Entre os entrevistados, 84% disseram ter um jornal favorito, contra 47% em 2021.
O Valor lidera com 63% das citações, seguido por Estadão (38%), Folha de S.Paulo (19%) e O Globo (14%).
Em 12 dos 13 setores pesquisados, o Valor foi o jornal mais citado.
Quando perguntados sobre os três veículos mais relevantes para seus setores, metade dos executivos citou o Valor pelo menos uma vez.
Para informações específicas sobre economia e negócios, o jornal foi apontado por 75%, seguido por Brazil Journal (12%) e Exame (9%).
O Valor foi o primeiro colocado nos 13 segmentos analisados.
Para Lúcia Calasso, vice-presidente de atendimento da InPress Porter Novelli, a busca por veículos tradicionais está relacionada à necessidade de conferir credibilidade às informações recebidas por meio de plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial (IA).
“Enquanto a rede digital vai trazendo ‘flashes’ do noticiário na jornada de informação do C-level, funcionando como um monitoramento de notícias, a mídia tradicional chancela a credibilidade daquela informação”, afirma.

Entre os executivos que usam IA no dia a dia, 28% recorrem à tecnologia para se informar, mas procuram a fonte original para confirmar a notícia.
A profundidade também aparece como um fator importante na escolha dos veículos, especialmente em setores regulados.
“Em setores regulados como agronegócio e energia, por exemplo, os executivos sabem que ali vão conseguir compreender todos os detalhes de um projeto de lei, que pode impactar os negócios”, diz Calasso.
O levantamento também investigou a percepção sobre o viés ideológico dos veículos.
O Valor aparece entre os mais citados como politicamente neutros, com 17% das menções, atrás da CNN, com 21%.
Na sequência estão Estadão, TV Globo, Band e O Globo.
Entre os executivos que usam redes sociais para se informar, 82% recorrem ao LinkedIn e 70% ao Instagram, que avançou 27 pontos percentuais desde 2021.
Os perfis mais citados como fontes de informação geral são os da CNN (13%) e do Valor (11%).
Na televisão, a Globonews lidera entre os telejornais, com 45% das citações, seguida pela CNN (38%) e pelo Jornal Nacional (22%).
Entre os sites e portais favoritos, o UOL aparece em primeiro lugar, com 30% das citações, seguido pelo Valor (20%), g1 (19%) e Globo.com (17%).
Os executivos mencionaram 93 podcasts diferentes.
“O Assunto”, do g1, e “Café da Manhã”, da Folha de S.Paulo, aparecem empatados na liderança, com 10% das citações cada.
Na sequência, os podcasts da CBN e da Market Makers tiveram 7% cada.
A pesquisa também levantou os jornalistas e colunistas considerados mais influentes.
Lauro Jardim lidera, com 15% das citações, seguido por Malu Gaspar (14%), William Waack (13%), Míriam Leitão (12%) e Natuza Nery (7%).
Os influenciadores mais seguidos são Nizan Guanaes, colunista do Valor, e Luana Zucoloto, ambos com 3%.
Entre as newsletters, o clipping de notícias distribuído pelas empresas aparece com 10% das citações, seguido por The News (9%), Brazil Journal (8%) e Canal Meio (6%).
Nas assinaturas de newsletters para informação geral, Valor e Brazil Journal aparecem empatados, com 7% cada.
Entre as ferramentas de IA mais citadas como fontes de notícias estão ChatGPT, da OpenAI, com 20%; Gemini, do Google, com 9%; e Claude, da Anthropic, com 5%.
As respostas foram dadas de forma espontânea e, em algumas categorias, os entrevistados puderam indicar dois ou três veículos.
Por isso, as somas não necessariamente chegam a 100%.
Segundo Max Stabile, diretor-executivo do IBPAD, a forma como os executivos combinaram canais, programas, veículos e redes sociais nas respostas mostra a “fluidez dos meios de informação atualmente em diferentes formatos”.