Um homem identificado como Drew Andres Owens, de 33 anos, acusado de ameaçar realizar tiroteios em massa contra cinco instituições de ensino da região da Carolina do Norte (EUA), foi libertado da prisão apenas três dias antes do retorno das aulas.
A soltura ocorreu na manhã de sábado (22/8), após o cumprimento de condições judiciais.
Em março do ano passado, um júri do condado de Mecklenburg indiciou Drew por cinco acusações de ameaça de violência em massa.
De acordo com documentos judiciais analisados pelo veículo americano “Fox News Digital”, o acusado teria enviado e-mails ameaçando "massacrar funcionários e alunos" em quatro unidades: West Charlotte High School, Ardrey Kell High School, Community House Middle School e Hawk Ridge Elementary School.
Uma outra denúncia, enviada por correio, mirava a Garinger High School, com uma alegação detalhada de que um aluno, supostamente armado com espingardas e um fuzil, executaria o ataque — ameaça que a administração da escola descobriu ser falsa após verificar que não havia nenhum estudante com aquele nome na instituição.
O histórico familiar trouxe detalhes ainda mais profundos ao caso.
Em depoimento à polícia, Darryl Owens, pai do suspeito e instrutor na West Charlotte High School, afirmou acreditar ser o filho o responsável pelas ameaças.
O pai relatou um padrão de perseguição e violência, e disse que Drew já o havia intimidado, fotografado seu veículo e assediado vizinhos e parentes após ser retirado de casa em 2021.
A Justiça chegou a conceder ordens de restrição contra o jovem.
A liberdade de Drew foi possível após a redução das fianças, que inicialmente somavam um valor mais alto.
Em maio deste ano, um juiz diminuiu o valor referente ao caso das quatro escolas de US$ 135 mil (quase R$ 700 mil) para US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil), sendo que o processo da Garinger High School possuía uma fiança fixada em US$ 15 mil (R$ 77 mil).
O pagamento total foi realizado por uma seguradora profissional na sexta-feira anterior à libertação.
A notícia gerou revolta entre os pais, que expressaram indignação em entrevistas à emissora local WSOC.
"Ele vai aparecer em alguma das escolas? Isso não é bom.
Não vou me sentir à vontade; não vou fingir que está tudo bem", afirmou um dos responsáveis.
Um outro pai questionou a mudança na postura da justiça diante do perigo:
"Nessa situação, é confuso porque a fiança dele era de US$ 200 mil (mais de R$ 1 milhão).
Ele claramente representa uma ameaça à segurança pública, então o que fez com que o nível de ameaça fosse reduzido?"
*Estagiário sob supervisão de Fernando Moreira
